Não é de hoje que jornalistas encontram dificuldades de se firmar na área de jornalismo cultural, especificamente sobre música. O sonho de muitos garotos em escrever sobre o disco da sua banda preferida esbarra no campo profissional restrito e nas facilidades proporcionadas pelo avanço da internet.
Atualmente qualquer pessoa pode ter um blog ou um site, e o acesso mais fácil ocorre na mão dos adolescentes, que logo dominam todas as ferramentas e novidades que possibilitam a publicação de textos. Esta abertura, facilitada pela internet, faz com que o sonho de ser um crítico de música deixe de depender de veículos tradicionais como jornais e revistas. Além disso, dispensa a aprovação de um editor, já que a qualidade do texto pode ser desconsiderada no momento em que o leitor se depara com uma novidade, ou alguma opinião que o faça se identificar com o que está escrito.
A internet preencheu a lacuna deixada pelos meios impressos, mas há quem queira ainda seguir carreira na área do modo tradicional, mesmo sabendo das dificuldades. Em 1995, o jornalista André Forastieri, que então assinava a coluna Ondas Curtas no caderno Folhateen do jornal Folha de São Paulo, já alertava para o árduo trabalho de ser profissional na área e dava dicas para quem pretendia seguir em frente. Segundo Forastieri, o principal “é ter um bom texto” e “meter a cara” para “fazer um editor ler seu texto”.
Outro jornalista famoso no meio musical a falar sobre o assunto, é Marcelo Costa, editor do site Scream & Yell (www.screamyell.com.br), e também editor e colunista do portal iG (www.ig.com.br). Ele afirma que “as chances ainda existem” de seguir carreira nesta área, mas, ele também diz que a dificuldade de sobreviver só de cultura, no caso cultura pop, é evidente, e cita o próprio caso: “Eu gostaria muito de poder viver só de cultura pop, do site que eu edito, dos textos que escrevo para algumas revistas, mas isso ainda é impossível. O meu trabalho no iG, por exemplo, nada têm de cultura pop. E é este trabalho que possibilita que eu pague as contas, me alimente, ou seja, viva a vida normalmente.”.
“W.”, novo filme de Oliver Stone, como você já deve estar
cansado de saber é uma vídeo-biografia sobre a vida do atual presidente
norte-americano, George W. Bush.
Mas a inconveniência é a data de exibição de trailers do
longa, e o seu lançamento (17 de Outubro deste ano) as vésperas das eleições
para a presidência dos EUA.
Tudo milimetricamente calculado, para promover de
forma disfarçada, o também republicano John Mccain. Pelo trailer, percebe-se que
a crítica dá lugar para a velha estória de superação
norte-americana.
Com o bordão do cara que saiu de sua casa, para a casa
branca, podemos ver que o pensamento republicano é sempre o mesmo, de que só
eles são preparados para governar o país.
Coincidentemente, nestes últimos dias, Mccain atacou
Obama, o rival democrata, o chamando de superstar ao lançar uma campanha onde
mescla imagens de Paris Hilton e Britney Spears com as do discurso de Obama para 200 mil
pessoas em Berlim (veja aqui), e
agora o que vem é uma grande produção cinematográfica, para favorecer o aliado
de Bush.
...você vira estátua de cera, isso se você for famoso.
E prevendo, um trágico e breve fim, o museu Madame Tussauds, em Londres, começa a exibir á partir de hoje uma estátua de cera da cantora inglesa Amy Winehouse.
Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, já ouviu cinco músicas do novo disco do The Cribs, que conta com a participação do ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr. Kapranos produziu o último disco da banda.
O novo álbum do Cribs ainda não tem previsão de lançamento.
No embalo, Kapranos disse que quer produzir mais. Além de líder de banda, produtor, Alex Kapranos também é colunista e recentemente lançou um livro. Haja energia!!!
Tem jogo que realmente nunca morre. Quem não se viu jogando Uno na sala da faculdade em pleno 2008 por exemplo!!!
Mas Banco Imobiliário, War e Super Trunfo lideram a lista tranqüilamente. E de todos, o que tem versões mais curiosas e divertidas sem dúvida é o joguinho de cartas.
Por conta disto, um alemão (tinha que ser), criou um Super Trunfo com ditadores e figuras históricas. Che Guevara, Adolf Hitler e Mão Tse Tung, compõe as 32 figuras do novo jogo.
A comemoração vale! E a afirmação também, sem dúvida a Bossa Nova é o movimento mais revolucionário do país. Mas aí está um ponto que gera críticas, “indies de sangue”, afirmam que de revolucionário só a Tropicália, mas se analisarmos pelo ponto da origem, esta afirmação está errada.
A Tropicália, mesmo com toda sua inovação, buscou raízes e inspiração nas guitarras (norte-americanas), contrapondo-se com a Bossa Nova, banquinho, violão, e criação cem por cento nacional. E fica difícil fazer comparações, já que o grande embate ficava entre guitarra x violão, além do outro ponto extremo, Bossa de elite x Tropicália da massa.
Mas, deixando as comparações de lado sobre a importância, ou a novidade de cada estilo, vou falar da minha visita à exposição Bossa na Oca, que acontece no Ibirapuera em São Paulo.
Para começar, não vale os 20 reais cobrados de bilheteria, mas vale os 10 se você for estudante. Tudo está bem montado, a interatividade prometida não é tão boa assim, mas você consegue ouvir Chega de Saudade do João Gilberto (foto acima), mesmo com a grande reverberação sonora que a Oca proporciona. Sim a reverberação é imensa, ainda mais que são vários áudios saindo de todos os lugares ao mesmo tempo. Instalaram até uma caixa pra você entrar dentro eficar em pleno silêncio por um minuto, preparando seus ouvidos para o que vai ouvir. Tal caixa só piora a situação e aumenta os ruídos.
Mas a exposição está bem montada, o show holográfico reunindo todos os interpretes deGarota de Ipanema é um “show” a parte. Os pequenos documentários parecem ser bons, eu não tive muito tempo para assistir, afinal fui lá para trabalhar. Bom programa para um fim de semana quente de dia, frio a noite, quando não se tem nada para fazer!!!
Texto não muito detalhado e mal diagramado, devido a restrições do pc!!!